Há
coisas que não são puro azar. Como que os Tokio Hotel são uma das
bandas mais queridas tanto pela sua música como pela sua forma de ser.
E uma vez mais demonstraram que são uns “bons rapazes” com o seu apoio às vitimas do tsunami no Japão.
Eventualmente um grande artista não se caracteriza unicamente pelos
seus êxitos, mas também pela sua forma de ser. Apesar da sua idade
nova, os Tokio Hotel mostram uma vez mais a sua humanidade. E além da carta
com carinho que enviaram aos japoneses, criaram “Tokio Hotel For Japan”,
onde qualquer pessoa que queira pode comprar os pins da banda, e todos
os benefícios irão para as vítimas do tsunami, demonstrando que a
palavra “Tokio” não é azar o nome da banda.
Vocês escolheram como nome “Tokio Hotel”. Qual é a vossa opinião sobre a cidade de Tóquio?
BILL: Quando fomos para lá a primeira vez, ficámos impressionados
pela quantidade de fãs que tínhamos. Pensávamos que fora da Europa
ninguém nos conhecia, mas quando descemos do avião e vimos os nossos fãs à
espera, ficamos emocionados.
Vocês disseram no passado que eram perfeccionismo. Isto pode causar problemas às pessoas que trabalham convosco?
BILL: Se calhar (risos). Muitas vezes digo para mim mesmo “relaxa,
está bem”, mas isso não funciona e no final quero que tudo esteja
perfeito. Se não fizer algo perfeitamente, fica na minha mente. É como
uma doença.
Têm tendência à perfeição, herdaram isso dos vossos pais?
BILL: Pode ser. Por outra parte, sou muito próximo do meu pai.
Nunca me pressionou para nada, e acreditou em nós. Apoiou-nos desde o
início. O bom é que confia em nós.
É verdade que não têm estilista?
TOM: Sim, é verdade. Por outro lado, não posso confiar facilmente em alguém.
BILL: Um estilista poderia querer vestirnos com roupa que não
gostamos e logo não nos íamos sentir muito confortáveis. Eu prefiro
escolher e comprar por minha conta o que vou usar.
É fácil comprar as roupas que vão usar?
BILL: Não é fácil, porque as pessoas reconhecem-nos. Por sorte,
conhecemos algumas lojas específicas que têm roupa no estilo que
gostamos e abrem em horários especiais para nós. Se não, compramos na
internet.
Então, todos os acessórios que usam foram comprados pela Internet?
BILL: Obviamente. Há algums sites fantásticos na Internet onde podes encontrar de tudo.
No passado, vocês disseram que a vossa casa era como uma loja de roupa.
GEORG: É lógico, já que há mais roupa do que numa loja.
TOM: Tenho roupa suficiente, mas Bill tem muito mais.
BILL: Também, não gosto de deitar fora a minha roupa velha. Coloco tudo num quarto.
Apesar do facto de que são muito famosos, mantêm um perfil de humildade e o vosso carácter não mudou. É esta a prioridade básica?
BILL: Sim, é muito importante para nós. Não queremos que o êxito
nos afecte. Por outro lado, para além da banda somos bons amigos.
Conhecemo-nos há 10 anos. Estamos felizes de ter tornado o nosso sonho
realidade mas isso não quer dizer que a fama nos mude.
TOM: Para além disso, passámos pelos momentos em que éramos
desconhecidos, já que tocávamos frente a 5 pessoas num clube, e sabemos
que é difícil chegar ao topo. Por isso não deixamos que a fama nos suba à
cabeça.
Estão actualmente a preparar o vosso novo trabalho. Quanto tempo leva para finalizar as gravações de um álbum?
TOM: Não há um tempo standard. Depende. Em primeiro lugar, de
quantas música gravamos e logo de quanto satisfeitos estivermos do
resultado final. Mas não estamos a trabalhar numa data limite. Se
fizermos isso, as coisas seriam muito difíceis.
Depois de 10 anos de êxito, o que mudou em vocês?
BILL: Penso que crescemos muito, tanto nós como a nossa música. Penso que isto mudou para nós nestes anos.
Mais que um grupo, não obstante os membros dos Tokio Hotel não são
simplesmente músicos. Também trabalharam como… modelos. No dia 19 de
Janeiro de 2010 Bill trabalhou com Dean e Dan Caten da equipa da
Dsquared participando no seu desfile de modas em Milão, e pouco depois
trabalhou com Alice Cooper na publicidade para as lojas electrónicas
Saturn. Em Agosto de 2010, Tom converteu-se em modelo oficial da
campanha desportiva Reebok, entretanto os quatro membros dos Tokio Hotel
protagonizaram o anúncio da campanha de carros Audi.
Mini Biografia:
Tokio Hotel foi formada em 2001, quando Gustav Schäfer e Georg
Listing, que eram amigos, viram Bill e Tom Kaulitz num concerto. Falaram
e decidiram formar uma banda. Depois apareceram em vários programas de
talento alemães e em pequenos concertos, o produtor Peter Hoffmann aceitou-os e o seu caminho começou.
Um êxito merecido:
“O bom dia desde a manhã aparece”, dizem as pessoas e isto é
correcto para os Tokio Hotel. Ou mais precisamente, o bom êxito desde o
primeiro single aparece! Assim é como entraram no topo das listas com o
primeiro single “Durch den Monsun” e desde então ganharam 95 prémios,
entre os mais importantes estão: os Steiger Awards (melhor recém chegado),
os World Music Awards (Artista Alemão mais Vendido) e os MTV Europe Music
Awards (Melhor Artista Principal)
Deves Saber…
- O primeiro single “Durch den Monsun” em 2005, chegou no topo das
listas alemãs e permitiu à banda mais jovem ganhar algo como isto.
- As primeiras músicas em inglês foram lançadas em 2007.
- O nome original da banda era Devilish. Mudaram para Tokio Hotel em 2003.
- A comida favorita dos quatro são os hambúrgueres.
- As bandas favoritas do Gustav são Metallica e Foo Fighters, as do
Georg são Oasis e Fall Out Boy, e as do Bill são Green Day, Coldplay,
Keane e Placebo. Tom em geral costuma ouvir hip-hop alemão.
- Gustav, antes de qualquer concerto, ouve heavy metal com volume muito alto.
- A alcunha do Bill é “Macky”, já que a sua avó costumava chamar-lhe assim quando era mais novo.
- Os quatro membros de Tokio Hotel falam Alemão, Inglês e Francês.
- Bill é alergico a maçãs e picadas de mosquitos!
- Tom tem 17 guitarras.
- O ídolo do Georg é Flea dos Red Hot Chilli Peppers.
- Bill leva sempre o seu ursinho de peluche favorito nas tours, enquanto Tom a sua colecção de bonés.
- Bill teve uma cirurgia às cordas vocais em 2008.
Bill disse…
- “Comparado ao que os nossos fãs acreditam, não somos perfeitos. Sim, temos fama, mas não queremos ser um exemplo”.
- “Se pudesse gostava de escrever músicas toda a vida. Essa seria a melhor maneira de viver”.
- “Na indústria da música muitas pessoas usam drogas. É por isso
que temos muito cuidado de que as pessoas que trabalham connosco não
tenham esses vícios. Para nós as drogas nunca serão uma solução”.
Adaptação: CindyK



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