Tradução:
[Tradução até ao minuto 11:43 do vídeo]
Voz-off: O que é que Wolfgang Joop e Bill Kaulitz têm em comum? Eles próprios estão curiosos por descobrir. Já a seguir, em Paris.
Voz-off: E agora estamos a ver: Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. “Pela noite com Bill Kaulitz e Wolfgang Joop”.
Legenda: Um serão. Uma cidade. Dois artistas. Pela noite com…
Joop: Na verdade eu não tenho muitas ideias brilhantes sobre o que é que poderemos fazer por aqui porque… porque sempre que eu venho a Paris estou tão obcecado com o meu trabalho. E também, durante a Semana da Moda está tudo apinhado de gente que mal consegues uma reserva e como podemos ver aqui agora, hmm… Em cada estação, ou seja, cada meio ano, tenho de encontrar um novo estilo… porque se não o encontrasse eu não me sentiria tentado a trabalhar. E eu penso que o meu convidado, Bill… ele… também ele encontrou o seu próprio estilo e quem sabe ele também tenha de o mudar em breve, para encontrar um novo.
Bill: Eu penso que, ele é certamente um dos maiores estilistas da Alemanha e… com certeza que criou um nome a nível internacional e toda a gente o conhece e de alguma forma todos sabem o que ele faz e… ele também é uma espécie de fenómeno, não é? Bem, ele criou algo muito, muito grande e fabuloso. Penso que o fez com bastante ambição e trabalho árduo. Penso que, tudo aquilo que de alguma forma ultrapassa as fronteiras da Alemanha é sempre graças a muito trabalho. Quer dizer, eu sei-o porque é o que acontece comigo e penso que com ele também. Bem, nunca o conheci pessoalmente e… estou bastante entusiasmado com o que vai acontecer hoje.
Joop: De alguma forma o nosso caminho é muito semelhante, porque afinal de contas ambos somos da província e provavelmente ambos odiámos a escola porque pessoas como nós não gostam muito dessa parte. E eu admiro o facto dele ter traçado o seu caminho em tão tenra idade, porque não existe carreira sem sofrimento. Por isso talvez, isto é… sim, talvez este seja… um encontro destinado aquele que eu agora espero.
Joop: Oh bravo, bravo!
Bill: Boa Tarde!
Joop: Olá
Bill: Olá! Muito gosto em conhece-lo. Tudo bem?
Joop: Olá! Bem, nós os dois da Alemanha Oriental…
Bill: Sim
Joop: …no meio de Paris.
Joop: És bem alto.
Bill: É verdade.
Joop: Ainda agora me perguntaram se tu irias desfilar. E eu disse, bem, que já o tinhas feito.
Bill: Sim, já o fiz.
Joop: Bem, neste momento só te poderia oferecer um vestido.
Bill: Sim, é verd…
Bill: Naa, nesse caso teria de recusar. Mas sim, é verdade que já o fiz.
Joop: No entanto, eu também penso, quer dizer, de alguma forma…é algo similar connosco, não é? Somos os dois de uma pequena cidade…da antiga RDA.
Bill: Sim, e no meu caso nem era uma pequena cidade, mas uma aldeia. Afinal de contas vivi sempre longe das cidades. Ou seja, eu nem vivia em Magdeburgo mas um pouco, um pouco mais afastado.
Joop: Eu também não vivia mesmo em Potsdam. Eu vivia em Bornstedt.
Bill: Sim, ok.
Joop: Sim? Numa quinta.
Bill: Então é mesmo quase a mesma coisa. Sim.
Joop: Anda. Este é o Michael.
Bill: Olá. Bill. Olá.
Michael: Olá.
Joop: E este é o Frank.
Bill: Olá.
Joop: Ele conhece Los Angeles muito bem.
Bill: Vamos para lá ainda este mês.
Joop: Sim, já tinha ouvido.
Bill: Sim.
Joop: E o que farão por lá?
Bill: Veremos
Joop: Estava apenas a perguntar, eu achei Los Angeles a cidade mais aborrecida do mundo.
Bill: Sim, mas é apenas para…
Joop: Eu trabalhava muito por lá.
Bill: Sim
Joop: E… não se passa nada por lá.
Joop: Na altura, eu estava do tipo… quando estive lá pela primeira vez, eu disse: “Não me podem levar à parte mais antiga da cidade?” porque eu tinha vista o Blade Runner sabes?
Bill: Certo.
Joop: E eu pensava que tinha de haver alguns edifícios Art Deco em algum lado. Então eu entrei no carro e comecei a andar, a andar e a andar até que cheguei a umas bombas de gasolina fora da cidade. E era isso a parte antiga da cidade.
Bill: Sim, mas eu acho que acaba por ser agradável para morar. Quer dizer, é claro que o tempo é muito melhor do que em… neste momento eu vivo em Hamburgo.
Joop: Ohh Deus, isso é altamente deprimente!
Bill: Na altura eu escolhi Hamburgo porque eu pensei que, de alguma forma faria sentido para nós porque por lá eles têm todos um pouco o nariz empinado.
Joop: Tu copias tudo o que eu faço? Primeiro a RDA, depois Hamburgo…
Bill: Depois Hamburgo? De alguma forma é igual.
Joop: Comigo foi igual. Fui ignorado durante 30 anos.
Joop: Anda. Este é o Advil.
Edwin: Olá
Bill: Olá
Joop: Na verdade ele chama-se Edwin mas eu sempre lhe chamei Advil.
Bill: Ok
Joop: Este é o comprimido que tens de tomar na América… para as dores de cabeça.
Bill: Ok
Joop: E… aquela é a Sarah.
Bill: Olá
Joop: A minha musa. Às vezes… eu também já estive em Nova Iorque durante muito tempo.
Bill: Sim.
Joop: Também tenho feito uns espectáculos por lá, mas sem ser nos negócios para eles vais ser sempre um estrangeiro sabes? E por isso, por isso, tens de te esforçar três vezes mais e um dia acabas por perceber que… sim… eles ficam com os teus euros mas não têm respeito por ti.
Bill: Hmm, sim.
Joop: Tu vais acabar por perceber. Eles olham para ti e de repente tu só vês cifrões nos seus olhos.
Bill: Sim, sim.
Joop: É mesmo verdade. É assim que acontece. Anda, A Sarah vai explicar-te tudo porque ela esteve sempre desde o início. Muito…
Joop: A uma certa altura eu fui ter com a Sarah e disse: “Sabes que mais? Agora vai ser sobre o coração de Portugal.” E eu vivi em Portugal durante um ano quando tinha 14 anos.
Bill: Sim.
Joop: Nunca mais lá voltei.
Bill: Sim, sim.
Joop: Na altura chorei muito quando vim embora. Já me tinha habituado e eu não queria voltar para Braunschweig. A minha primeira namorada… bem, ela era metade portuguesa e hmm, o irmão dela ainda vive lá. Também nunca mais a vi e voltei a telefonar-lhe depois de 45 anos, ou mais ainda…
Sarah: Não?
Joop: E eu disse: “Explica-me, onde é que eu posso encontrar alguém que faça estes corações?”. Os de Portugal, têm a sua base virada para a esquerda.
Bill: Ok.
Joop: Sim, mas… no final conseguimos os corações, não aqui, mas na Alemanha curiosamente. No entanto, toda a colecção se centra nas flores e nos jardins e por aí. Agora chama-se: “Jardin Portugal”. O “Jardim de Portugal”. E por isso fiz todas estas silhuetas aqui e hmm… No entanto, ao mesmo tempo… exacto… quer dizer, nada funciona sem extravagância, certo?
Bill: Sim, sim.
Joop: A extravagância faz a estação. E eu não sou muito inclinado para pessoas que parecem todas iguais, sabes. Por exemplo, a mistura…
Bill: Sim, sim, sim. Estes sapatos aqui são loucos. Wow.
Joop: Tudo, tudo foi desenhado em casa. Tudo desenhado por uma única pessoa. Tudo feito por mim, por mim, por mim.
Bill: Espectacular.
Joop: Esta aqui é testemunha.
Bill: Fabuloso.
Joop: Não é? Tudo.
Sarah: Tudo. Desde a ideia inicial.
Joop: No entanto, sem a Sarah, nada disto seria possível. Certo?
Sarah: Nãooo.
Bill: Sim, sim, afinal de contas isso é bom.
Joop: Às vezes a Sarah pode parecer tão vazia…
Bill: A sério?
Joop: … como uma tela em branco.
Sarah: Então ele tem de pintar-me…
Joop: Sim.
Bill: Tem de ser preenchida, sim.
Sarah: De onde vem a tua inspiração?
Bill: Bem, comigo é sempre… eu, bem… demorámos séculos no último álbum, não é? Nós demorámos o nosso tempo e claro isso vai contra tudo aquilo que… as editoras discográficas querem e assim. É claro que o ideal para elas era lançar um disco por ano.
Joop: Algo do género. Algo novo, mas semelhante.
Bill: Sim, mas comigo… bem, quer dizer… eu odeio, eu odeio profundamente editoras discográficas. No que diz respeito a isso, eu sou assim. Para mim é um verdadeiro pesadelo e já na altura eu… eu tive a minha primeira reunião com uma discográfica por volta dos… 13 anos penso eu, qualquer coisa do género, armei uma grande discussão e penso que, a partir desse momento passaram todos a odiar-me porque eles devem ter pensado: “O que é que este fedelho de 13 anos pensa que manda aqui?”, não é? Porque todos eles estavam neste negócio já há 20 anos e claro que percebiam mais. Mas de qualquer das formas, demorámos o nosso tempo no último álbum. Nós somos… bem, nós estamos sempre a gravar e tínhamos muitas, muitas músicas escritas. E queríamos… eu queria fazer um som mais electrónico. Quer dizer, o nosso último álbum foi uma coisa mais electrónica e assim. E depois a tour inclui mais fatos. Eu mudava de fatos, para aí, umas cinco vezes ou assim. Bem, eu tenho… de alguma forma adorei fazê-lo. Foi tudo um pouco inspirado na ficção científica, certo? Ou seja, foi tudo um pouco extraterrestre.
Joop: Bem, se eu demorasse tanto tempo, então nunca mais na vida faria nada, não é?
Sarah: Sim, mas isso és tu.
Joop: Eu só trabalho sob pressão.
Bill: Sim, porque… bem, sob pressão… eu penso, eu penso, penso que é um pesadelo. Bem, o… isso também é sempre um tema de conversa mas isso… no final do dia é assim, se não entregares trabalho, então não entregas nada e eles podem publicar o que quiserem não é? E eu odeio quando, quando alguém chega e diz : “Está aqui a data de lançamento e ainda precisamos de cinco músicas.” Sim, e então? É suposto eu fazer… Bem, elas estarão terminadas quando tiver de ser, não é?
Joop: Eu acho que aqui neste canto está demasiado calor. Vamos para outro lugar.
Bill: Sim.
Joop: Eu vou só trocar de camisola. Sabes Bill, acho que és ainda mais bonito ao vivo.
Bill: Muito obrigado. Obrigado.
Joop: Sim. Quer dizer, pode dizer-se isso relativamente à maioria das estrelas televisivas.
Bill: Muito obrigado.
Joop: Mas depois fora do ecrã, ohh meu Deus, não é? É um circo de aberrações.
Joop: Por favor dá uma olhadela nisto.
Bill: Wow.
Joop: Tinha a impressão de que ias gostar.
Bill: Wow, muito, muito fixe. Os sapatos são de loucos!
Tradução: THZone
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